quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estabilidade, comodismo e utopia.

Eu adoraria discorrer sobre qual o significado e a real importância da estabilidade na vida do Homem, adoraria... Mas, cada vez que me pego a pensar sobre tudo que seria ou poderia tornar-se estável na vida, me deparo com a utopia. Utopia? Talvez não, talvez utopia seja um termo demasiado forte ao se tratar de estabilidade, pois a utopia ainda tem algum sentido, mesmo que inalcançável.
Agora, acredito que exista uma linha tênue entre a ganância, o comodismo e a estabilidade. Afinal de contas,     a estabilidade é baseada na ganância, uma ânsia extrema de estabilizar-se tal qual o senso comum acha adequado... tentar, lutar, não esperar (ou esperar), precisar, comprar, gastar, estabilizar e enfim acomodar.
A estabilidade leva ao comodismo, até quando o comodismo não for mais compatível com os padrões exigidos... seja lá por o quê/quem.
Não me refiro apenas a estabilidade financeira, embora seja essa, a que realmente importa. Refiro-me também a estabilidade física ou mental- principalmente essa-, pois essa,  que deveria ser importante, já não faz mais tanto sentido, mas, sinceramente, deveria fazer?
Particularmente, não acho errado deixarmos de alimentar nossa sanidade enquanto engordamos nossa ganância, de forma alguma! Inclusive, isso ocupa a cabeça, e ocupar a cabeça, cegar os olhos, tapar os ouvidos para todas as coisas que existem ao nosso redor, é, sem sombra de dúvidas, o truque mais inteligente que criamos.
A Estabilidade, meus amigos, é uma mentira. Vivemos e morreremos a procura de uma estabilidade sustentada pela nossa ganância e nem sequer chegaremos aos pés do que realmente precisamos para ser estáveis, já que na verdade, não precisamos de nada.
Está tudo comodo, está tudo bem. 

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